31 outubro 2011

Coluna Fanfic #3 Esconde-Esconde

Postado por Luisa Ortega às segunda-feira, outubro 31, 2011
ESCONDE-ESCONDE

Fonte: Google Images


Um, dois, três, eu contei na minha mente em sintonia com Bruno, que contava rapidamente o tempo que ainda me restava. Nunca fui boa em esconderijos, sempre me escondia em lugares óbvios e era a primeira a ser encontrada, mas não daquela vez. Corri, sem olhar para trás, sem olhar para os lados. Corri até não escutar mais os gritos da contagem.

De tão longe que estava, não seria necessário subir em uma das árvores ao meu redor; a área do casarão era muito grande, tinha muitos lugares para Bruno procurar antes do bosque. Apenas me sentei atrás de uma das árvores largas o suficiente para esconder-me por completo e esperei até escutar passos.

Demorou até que tal som chegasse a meus ouvidos. Mas pareciam duas pessoas e não apenas uma. Arrisquei olhar e para minha surpresa não era Bruno, e sim Gustavo. Meu coração pulsou forte ao vê-lo, mas tal pulsar logo se tornou raiva quando o vi de mãos dadas com Beatriz. Malditos, eu sempre soubera que estavam juntos desde quando Guto era meu. A raiva fez meu corpo se mexer por impulso; droga, fiz um barulho. Teriam eles me escutado? Os passos vindos para minha direção responderam minha pergunta. Eles estavam cada vez mais perto, Guto ia me ver.

Iria, se algo não tivesse me puxado para trás dos arbustos no último momento. Fechei os olhos, com medo do que viria então. De olhos fechado, escutei a conversa entre um Guto surpreso e uma Beatriz com medo e depois ambos se afastaram. O fato de escutar tudo me fez perceber que ainda estava viva e sem nenhuma dor.

Abri os olhos e vi duas esmeraldas diante de mim: Bruno! O garoto irritante que gostava de me ver brava. Droga, ele tinha me achado.

-Amanda – ele falou, em cima de mim, olhando-me com sua natural expressão de deboche.

-Sai de cima de mim – eu pedi, mas minha voz falhou. Só então senti as lágrimas nos meus olhos.

-Não chora por ele não – ele pediu, parecendo sinceramente triste – Você merece coisa melhor. Muita gente melhor que ele quer você.

-Ninguém nunca me quis – meus olhos não paravam de lagrimejar, não conseguia controlar meu choro.

-Eu quero. – ele disse, com sua expressão sarcástica que eu tão bem conhecia. Toda a tristeza que eu sentia até então se transformou em raiva novamente.

-Sai daqui! – eu mandei, irritando-me e empurrando-o para longe de mim. Levantei-me e sai correndo, na direção do casarão, eu não seria pega, não daquela vez.

Enquanto corria, esperava escutar os passos de Bruno atrás de mim, mas tudo que ecoava em minha cabeça era a voz dele repetindo várias e várias vezes aquelas duas palavras. Não conseguia parar de pensar no que ele me dissera, mas ainda era o Bruno, não? Ele só queria brincar comigo.

Quando me salvei, muitas pessoas já estavam lá, salvas também, inclusive Guto e Beatriz. Bruno só voltou depois de um bom tempo e eu não consegui reconhecer sua expressão.

Twitter: @seasonsx



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1 comentários:

Ane Reis. disse...

Oie Lu, querida!

Adorei a coluna! Muito bom o conto, parabéns a autora!

bjinhos

anereis.

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